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FAÇA VOCÊ MESMO: ARRANJO DE ORQUÍDEAS COM VASO SEIXO!



A escolha da base mais apropriada

Carol Costa usa um vaso Vasart da coleção Seixos, cujo modelo foi criado pela própria jardineira. O formato do recipiente é bem orgânico, arredondado como as pedras de rios e confeccionado com um plástico ecológico especial, desenvolvido a partir da cana de açúcar.  O vaso possui um bom tamanho e é bem longo, o que permite acondicion

Das plantas maiores para as menores

Uma sacada de criadores de arranjos profissionais é começar a composição das plantas mais altas para as mais baixas. Outro truque interessante é fazer o furo no recipiente um dedo acima, na lateral, e não no fundo. Assim, o excedente de líquido não vaza no móvel da sala e ainda garante uma camada extra de água no fundo, permitindo que o arranjo mantenha-se úmido por mais tempo.

Para criar a camada de drenagem, Carol usa pedrinhas; como o vaso é de plástico, as pedras dão peso e permitem uma maior estabilidade ao arranjo. Em seguida, algumas folhas de jornal substituem a manta de drenagem. Com tudo pronto para adicionar o substrato para mudas, espalhe-o sem pressionar.

Como colocar orquídeas Phalaenopsis em um arranjo

Em seguida, é hora de começar a colocar os componentes "visíveis" do arranjo. Materiais naturais criam um efeito bonito, por isso, vale usar a criatividade: cápsulas de sementes, cipós, galhos secos, cascas de árvores... Para sua composição, Carol aproveita um tronco oco, que servirá de recipiente para as raízes da orquídea (Phalaenopsis hybrid) e para o substrato da planta. Lembre-se que nem toda orquídea é terrestre, então, não é uma boa ideia encostá-la (e muito menos plantá-la) no substrato para mudas. Já a mini-phalaenopsis (Phalaenopsis hybrid) será mantida em seu vasinho original – calma que, no momento certo, ele será escondido.

Orquídea-pipoca ou ludísia

Após o posicionamento das Phalaenopsis em seus devidos lugares, começa a etapa de acondicionar as plantas terrestres no substrato para mudas. A ludísia (Ludisia discolor) é uma orquídea terrestre cuja folhagem quase roxa garantirá um ponto interessante e colorido ao arranjo, mesmo quando as outras plantas estiverem sem flores. Ela também é conhecida como orquídea-pipoca. Mais pontos coloridos são criados com as mini-calateias (Calathea insignis) e suas folhas rajadas com versos roxos. Aos poucos, uma mini-paisagem assimétrica vai sendo criada.

Plantas menores, mas lindas

Para completar e preencher os espaços entre as plantas, Carol adiciona o musgo-fofão (ou musgo-verde): é ele que também esconde o vasinho da mini Phalaenopsis. Depois, mais uma folhagem cheia de charme entra no arranjo: a calateia "Triostar" (Stromanthe thalia var. "Triostar"). Com suas bordas rosadas, essa planta traz luz e contrasta com as folhas escuras das ludísias. Para dar um toque pendente (pois as plantas não precisam crescer apenas "para cima"), a Dischidia ruscifolia variegata é perfeita, com suas folhinhas delicadas e em tons claros de verde.

A dica de ouro para um arranjo bonito e durável é escolher plantas que gostem do mesmo ambiente. É como uma festa de amigos: quando todos possuem afinidade, o convívio é perfeito. Seu arranjo deve ser assim, com espécies de todos os tamanhos, cores, estilos, mas que se dão super bem juntas.

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